Cuidados pre-natais
Os cuidados médicos às futuras mães e aos seus filhos são uma criação do século XX, mas rapidamente foram aceites como uma necessidade.
Até ao início do século XX a gravidez e o parto eram considerados uma fase normal e inevitável da vida. Não se pensava que os abortos, os nados-mortos ou as mortes maternas pudessem ser evitados. Em 1920 foi sugerida uma ligação entre o que acontece à mulher durante a gravidez e o eventual resultado.' Porém, os cuidados às mães e o nascimento dos bebés ainda permaneciam um assunto doméstico.
Em 1960, a Association of Improvements in Maternity Services no Reino Unido fez uma campanha no sentido de serem criadas condições para que todos os bebés pudessem nascer no hospital. Em 1984 os relatórios do Governo eram totalmente a favor dos partos em hospitais.
Em 1993, um comité de especialistas no Reino Unido publicou um documento intitulado "Changing childbirth", o qual aceitava a evidência de que nenhum modelo de cuidados pré-natais é adequado a todas as gravidezes.
Ao contrário, este relatório evidenciava que os cuidados pré-natais devem depender dos desejos e necessidades da mulher grávida.
Em muitas zonas do Reino Unido, os cuidados pré-natais são prestados por parteiras que seguem as grávidas durante toda a gravidez e muitas vezes acompanham o parto.
O papel dos clínicos gerais nos cuidados pré-natais é cada vez menor. Menos de 20% dos clínicos gerais prestam cuidados no parto, e menos de 10% prestam cuidados no domicílio.
Metade dos nados-mortos no Reino Unido são consequência de falhas nos cuidados pré-natais.
- Clique Iniciar Sessão ou registar-se para colocar comentários
